Canas
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Publicado em: 2003-01-14 15:08:12
Actualizado em: 2003-01-14 15:08:12
Breve historial
Originariamente, o material utilizado era a cana de bambú, colhida por pessoas
experimentadas que atendiam a vários factores (anos de crescimento, fases da Lua, etc…), e lhe
aplicavam um tratamento adequado, conferindo-lhe propriedades que aumentavam a sua fiabilidade
(elasticidade/resistência). Mais tarde, num aperfeiçoamento que julgo desenvolvido pelos Japoneses
(bambú sextavado), era reduzido a tiras, coladas longitudinalmente em secção hexagonal, que aumentava
as potencialidades. Por serem de elaboração artesanal e pouca durabilidade, com o avanço da
industrialização e início da Era dos plásticos, chegaram aos mercados pela mão dos Alemães (Bayer),
as de fibra de vidro muito mais resistentes, mas muito pesadas e rijas. Pela mesma mão (Sportex),
foram introduzidas as de "Conolom", uma fibra de vidro enrolada em tiras, completadas por uma resina
epoxílica e um endurecedor, tornando-se muito mais leves, resistentes e com a possibilidade de poderem
ser telescópicas, o que veio revolucionar o mercado, por lhes conferir uma inigualável facilidade
de transporte, arrumação e comodidade, sem lhes retirar a fiabilidade. Com a evolução da alta tecnologia
dos materiais compósitos (Carbono, Kevlar e outros) devido ás exigências postas pelas indústrias
espacial e automóvel, surgiram as chamadas canas de carbono, muitíssimo mais leves, sensíveis,
resistentes e com uma capacidade de "ferrar" o peixe, inigualável. Apresentam apenas alguns "senão",
a saber:
1. A relação preço/qualidade ainda bastante elevada;
2. Certos cuidados no seu manuseamento (nunca elevar um peixe com a cana completamente na vertical, sob risco de quebrar a sua ponteira);
3. A sua alta condutibilidade à electricidade (não pescar com trovoada por perto ou sob postes de alta tensão!! );
4. Necessidade de uma limpeza cuidadosa dos seus elementos após utilização (principalmente no caso das telescópicas); Evitar quedas bruscas sobre pedras ou outros materiais contundentes (se ficar vincada horizontalmente, acabará por quebrar por ali, mais dia, menos dia).
zuca-sesimbra
Existem vários tipos de canas, cada qual para determinado método de pesca. Por enquanto falaremos apenas nas de pesca à beira-mar.
As canas de pesca podem ser inteiras, telescópicas ou ainda divisíveis
em várias peças, normalmente as canas de bóias são telescópicas e as
de fundo divisíveis.
A cana telescópica ocupa pouco espaço, é esta a sua principal
vantagem.
As canas para pescar ao fundo devem ser compridas, mais de 4 metros, devem ser resistentes
para permitirem efectuar lançamentos com chumbadas pesadas +150 gr.
Uma cana de fundo
normalmente é pesada, mas isso não é necessariamente um defeito, uma vez, que o pescador não
tem de estar sempre com ela na mão, basta lançar, espetar a cana na areia e esperar.
As passadeiras não devem ser demasiado estreitas para permitirem um bom lançamento.
Para pescar ao corrico a partir da costa pode utilizar uma cana de fundo leve.
As canas modernas normalmente são em fibra de vidro ou carbono, este último tem a
vantagem de ser mais leve, no entanto não permite pescar com trovoada nem por baixo de fios electricos.
As canas de bóia devem ser flexíveis, para permitirem "matar" o peixe rapidamente.
Devem ser leves para não causarem cansaço no pescador.
Devem ter um raio de acção adequado ao peso das bóias que se pretende utilizar.
Se pretender pescar ao sentir compre uma cana com um raio de acção mais alto +- 70gr.
Tenha atenção a um pormenor quando comprar uma cana, a distância entre o porta carretos e a base da cana,
esta dever permitir ao pescador ter o braço estendido para obter mais força de alavanca e um
melhor controlo no lançamento.
